Newsletter Semanal
Colégio João Paulo II
Braga (Dume e 7 Fontes)
Edição 9 · Out 2026 · Semana 9

Brincar é coisa séria

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Colégio João Paulo II, Braga (Polo de Dume e Polo de 7 Fontes) BRAGA (DUME E 7 FONTES)
Edição 9 · Out 2026 · Semana 9
Fernando Fidalgo
Fernando Fidalgo
Mensagem do Diretor Pedagógico Nacional

Avaliar para aprender

Esta reflexão dirige-se especialmente às famílias com filhos em idade escolar.

Nesta altura do ano letivo, há uma pergunta que todos os alunos deviam fazer a si próprios: estou a aprender e a progredir como sou capaz? E, se a resposta for não, o que preciso de fazer de diferente para melhorar?

Estamos numa fase particularmente importante do primeiro período. Em muitas escolas, realizam-se reuniões intercalares, professores e diretores de turma analisam o percurso dos alunos e as famílias têm oportunidade de conversar sobre o que está a correr bem e sobre o que precisa de mudar. É um momento de balanço, mas, sobretudo, uma oportunidade para olhar em frente.

É aqui que a avaliação formativa revela todo o seu valor. Avaliar não pode significar apenas atribuir uma classificação no final de um percurso. Um verdadeiro sistema de avaliação tem de ajudar cada aluno a compreender onde está, onde se pretende que chegue e o que precisa de fazer para lá chegar. E isso não se consegue apenas com números.

Nos nossos Colégios, fazemos questão de que o feedback faça parte do quotidiano da sala de aula. Não apenas quando se entrega um teste ou se corrige um trabalho, mas ao longo de todo o processo de aprendizagem. Um feedback de qualidade, regular, claro e construtivo é uma das bases de uma avaliação verdadeiramente formativa. Permite ao aluno reconhecer aquilo que já domina, compreender onde está a errar e, sobretudo, perceber como pode melhorar. Dizer a um aluno que uma resposta está errada é muito diferente de o ajudar a compreender o erro e a encontrar o caminho para o corrigir. É também assim que se desenvolve a autonomia e a capacidade de aprender com os próprios erros.

Um aluno pode ter uma boa classificação e, ainda assim, precisar de melhorar os seus hábitos de estudo, a sua participação ou a profundidade com que compreende aquilo que aprende. Outro pode ter resultados abaixo do esperado, mas estar a fazer progressos importantes que merecem ser reconhecidos e reforçados. A avaliação formativa permite olhar para estas diferentes realidades, identificar dificuldades a tempo e encontrar caminhos para as ultrapassar.

Mas há algo que considero essencial: a avaliação só cumpre verdadeiramente a sua função quando provoca uma resposta. Não basta receber feedback. É preciso escutá-lo, compreendê-lo e utilizá-lo. Por vezes, será necessário estudar com mais regularidade, prestar mais atenção nas aulas ou pedir ajuda no momento certo. Noutras situações, bastará manter o rumo, consolidando os bons hábitos que já estão a dar frutos.

É também esta a mensagem que gostaria de deixar às famílias. Esta é uma altura privilegiada para acompanhar de perto o percurso de cada filho, reconhecer os progressos alcançados e perceber o que pode ser melhorado. Mais importante do que perguntar «Que notas vais ter?» será perguntar «O que sentes que já estás a fazer melhor?», «Onde tens mais dificuldades?» ou «O que podemos fazer para te ajudar?». São estas conversas, em casa e na escola, que permitem transformar a avaliação numa verdadeira oportunidade de crescimento.

Aos alunos, deixo um desafio: não esperem pelo final do período ou do semestre para perceber se estão no caminho certo. Escutem os vossos professores, procurem compreender o feedback que recebem e, sobretudo, utilizem-no para melhorar. Reconheçam aquilo que precisam de mudar, mas valorizem também os progressos que já fizeram. Para uns, será tempo de corrigir o rumo; para outros, de consolidar o caminho que estão a seguir. O importante é que nenhum deixe passar esta oportunidade de continuar a crescer.

O mais importante numa avaliação não é apenas aquilo que ela nos diz sobre o que já fizemos, mas aquilo que decidimos fazer depois de a receber. Avaliar deve servir, acima de tudo, para aprender melhor.

Porque acreditamos que educar é preparar para a vida. Contem connosco.

Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Nacional

Fernando FidalgoDiretor Pedagógico Nacional
Cristina Gama
Cristina Gama
Coluna de Opinião

Brincar é coisa séria

«Vai brincar!» Dizemos isto às crianças como quem diz «vai distrair-te». No entanto, é raro vermos um adulto trabalhar com a concentração de uma criança que está a organizar um supermercado de peluches. Brincar parece coisa de pouca importância, mas é aí que se faz boa parte do trabalho mais difícil da infância.

O que se passa, afinal, dentro de uma brincadeira? Muita coisa. A linguagem cresce, porque é preciso explicar o jogo e combinar as regras. A imaginação ganha corpo. A criança experimenta ser outra pessoa e, com isso, começa a perceber o que sentem os outros. Aprende a cooperar, a esperar pela vez, a perder sem desistir e a recomeçar. São competências difíceis de treinar numa ficha, mas que se aprendem na sala, no recreio e na brincadeira.

Cada idade brinca à sua maneira. Os mais pequenos exploram objetos, empilham, deitam abaixo e voltam a empilhar, e é assim que descobrem como o mundo funciona. No pré-escolar, o faz de conta ocupa a sala inteira: há médicos, cozinheiros e pilotos a trabalhar ao mesmo tempo. No 1.º ciclo chegam os jogos com regras, e com eles a primeira vontade de ganhar e a primeira lição sobre perder. Em todas as idades, o jogo livre, aquele que a criança escolhe e conduz sem que o adulto lhe diga como se faz, é onde ela se sente segura para arriscar e tentar de novo.

Em casa, fica uma sugestão simples. Experimente dez minutos em que a criança escolhe o jogo e inventa as regras, e o adulto limita-se a seguir. Sem corrigir, sem ensinar, sem perguntar «o que é isso?» em tom de teste. Parece pouco, mas a criança descobre que as suas ideias contam, e o adulto descobre que há muito mais imaginação lá por casa do que parecia. Poucos adultos resistem a um bom jogo de faz de conta, e ainda bem.

Mais do que ensinar, queremos formar pessoas, e as pessoas começam a formar-se a brincar. Cabe-nos, enquanto escola, proteger este tempo e olhar para ele com a mesma atenção que damos a uma aula. A educação faz-se em parceria entre a escola e a família, e a brincadeira é um bom lugar para nos encontrarmos. Cada criança é única, e brinca à sua maneira.

Once Tickles, forever Tickles. We are one.

Cristina Gama · Diretora

Cristina GamaDiretora, Tickles International School
João Bessa Fomos falar com quem sabeSaúde mentalConversa com João BessaJoão Bessa é médico psiquiatra, doutorado em Neurociências, investigador principal e professor universitário. É diretor do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Minho e Presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. É também pai de dois alunos do Colégio João Paulo II, em Braga.Ler a conversa →
Academia CJPII · Escola do Cuidar

Amizades que também se cuidam

Joana Canedo
JC

Lembra-se do seu primeiro grande amigo? Provavelmente já não se recorda do que fizeram nesse dia, mas recorda-se de como se sentia ao lado dele. Como escreveu Maya Angelou, as pessoas podem esquecer o que dissemos ou fizemos, mas nunca esquecem como as fizemos sentir. É isso que as amizades da infância deixam: a sensação de pertença, de ser aceite tal como se é.

No Principezinho, a raposa explica que cativar leva tempo e exige paciência: primeiro sentamo-nos a alguma distância, depois vamos chegando mais perto, dia após dia. As amizades das crianças funcionam assim, ainda que a pressa dos adultos nem sempre o perceba. Há crianças que se aproximam de todos em cinco minutos e outras que observam durante semanas antes de se sentarem ao lado de alguém. Nenhuma está errada. Cada criança é uma criança, e o fato tem de ser feito à medida.

As crianças não nascem a saber ser amigas. Aprendem a partilhar, a esperar, a pedir desculpa e a dizer que não sem magoar, e nem sempre à primeira. Os conflitos entre colegas fazem parte desse caminho. Quando um adulto ajuda a dar nome ao que aconteceu, por exemplo «ficaste zangado porque te tiraram o brinquedo», a criança fica com palavras onde antes só havia choro ou empurrões. Ajudar passa também por ser firme nos limites: dizer que magoar não pode e, ao mesmo tempo, acolher a razão que levou a magoar. Ser firme na imposição de limites é também um ato de amor.

Em casa, há formas simples de ajudar. Perguntar com quem brincou e como se sentiu, em vez de perguntar apenas se correu bem. Reconhecer a emoção antes de procurar a solução. Convidar um colega para brincar, com tempo e sem programa. Mostrar, no dia a dia, como se trata quem nos rodeia, porque as crianças aprendem mais com aquilo que fazemos do que com aquilo que lhes dizemos. Normalmente os pais fazem o melhor que sabem e podem, e é nesse espírito que partilhamos estas ideias.

Se notar que o seu filho anda isolado, triste ou com receio de ir à escola, fale connosco, com a educadora, com a professora titular ou com o Serviço de Proteção e Cuidado. Estamos aqui para ajudar, e quanto mais cedo conversarmos em conjunto, mais fácil é ajustar o caminho.

Uma criança aprende a cuidar quando experiencia o cuidado nas relações que a rodeiam.

Joana CanedoPsicóloga e Coordenadora do Serviço de Proteção e Cuidado do Colégio João Paulo II

Folhas de outono Campo de Férias · Inscrições encerradasCampo de Férias de Outono | InformaçõesVeja o programa das duas propostas e as informações para as famílias do Pré-Escolar e dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos.Consultar o programa
Visitas: as circulares já estão disponíveis Viagens ao estrangeiro: consulte os destinos propostos para o ano letivo de 2026/27 Datas a confirmar
Clube DesportivoConheça o calendário de jogos para este fim de semana Ver calendário → VoleibolSáb. 24 e dom. 25 out. FutebolSáb. 24 out.

Agenda da Semana

25Domingo
CelebraçãoMissa da Família
Data

Domingo, 25 de outubro

Hora

19h00

Local

Igreja de Dume

Conselhos do Gabinete Psicopedagógico

Saúde mental em família

Para esta semana | Ideias da conversa com o Dr. João Bessa

O Gabinete Psicopedagógico seleciona algumas ideias simples da conversa com o Dr. João Bessa, para pôr em prática em casa ao longo desta semana.

Ouvir antes de corrigir

Comece por ouvir, sem tentar corrigir de imediato o que o seu filho sente. «Percebo que isto te esteja a custar» abre mais espaço do que «não tens razão para estar assim».

Acolher uma emoção não significa aceitar todos os comportamentos: compreensão e limites podem coexistir.

Quando ele não quer falar

Respeite o seu tempo e mantenha-se disponível: «Não tens de falar agora, mas estou aqui para te ouvir.»

Por vezes, a conversa surge mais facilmente durante um passeio ou uma atividade partilhada. Pode também facilitar o contacto com outro adulto de confiança.

Sono, brincar e movimento

O sono insuficiente, o bullying e a pressão constante podem pesar muito na saúde mental.

Nos ecrãs, olhe para os conteúdos, para as interações e para aquilo que o uso está a substituir: dormir, brincar, estar com os outros ou fazer exercício.

Antes de testes e avaliações

Algum nervosismo é natural. Preparar o estudo por etapas, fazer pausas e proteger o sono ajudam a lidar com a ansiedade.

No momento, pode ser útil respirar devagar e concentrar-se numa pergunta de cada vez. Uma nota avalia um desempenho num determinado momento e não define o valor de ninguém.

Sinais a que estar atento

Mudanças marcadas em relação ao que é habitual: isolamento, irritabilidade persistente, perda de interesse, alterações do sono ou do apetite e dificuldade em ir à escola.

O sofrimento nem sempre aparece como tristeza. Quando as dificuldades persistem ou se agravam, procure ajuda sem esperar por uma crise.

Pedir ajuda

Pedir ajuda é uma forma de cuidar de nós. Não é preciso saber exatamente o que se passa.

«Não me tenho sentido bem e precisava de falar» pode ser o primeiro passo. Se tiver preocupações, contacte o diretor de turma ou o Gabinete Psicopedagógico.

A conversa completa está em «Fomos falar com quem sabe».

Inscrições Atividades Extracurriculares

Ementa da Semana

Ementa da Semana

Semana de 26 a 30 de outubro de 2026

JI / EB1Almoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoDietaSobremesa
SegundaSopa de espinafres (espinafres, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Nuggets de frango com arroz de cenoura1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,13,14Bife de frango / peruMaçã starking
TerçaSopa de curgete (curgete, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Lasanha de atum1,3,4,6,7,10Filetes de pescada1,4,6,10Banana
QuartaSopa de feijão vermelho (feijão vermelho, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Pá de porco assada com arroz e feijão preto1,6Bife de peru / frangoPera
QuintaCreme de couve-flor (couve-flor, batata, cenoura, cebola e azeite)Tirinhas de pota no forno com salada de batata com macedónia1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14Filetes de pescada4Gelatina ou fruta da época
SextaCreme de repolho (repolho, cenoura, batata, cebola e azeite)Chili de carne de vaca picada e feijão vermelho com arrozBife de frango / peruLaranja
EB2,3 / Secundário / AdultosAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoOpçãoDietaSobremesa
SegundaSopa de espinafres (espinafres, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Nuggets de frango com arroz de cenoura1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,13,14Paloco à gomes de sá3,4,8,13Bife de frango / peruMaçã starking
TerçaSopa de curgete (curgete, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Lasanha de atum1,3,4,6,7,10Peru estufado à primaveril com arrozFiletes de pescada1,4,6,10Banana
QuartaSopa de feijão vermelho (feijão vermelho, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Pá de porco assada com arroz e feijão preto1,6Posta de salmão com arroz2,4,14Bife de peru / frangoPera
QuintaCreme de couve-flor (couve-flor, batata, cenoura, cebola e azeite)Tirinhas de pota no forno com salada de batata com macedónia1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14Peru assado com laranja com esparguete estufado1,3Filetes de pescada4Gelatina ou fruta da época
SextaCreme de repolho (repolho, cenoura, batata, cebola e azeite)Chili de carne de vaca picada e feijão vermelho com arroz12Red fish gratinado com molho de legumes e batata ensalsada4,9,10,11Bife de frango / peruLaranja
Intolerância ao glútenAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoSobremesa
SegundaSopa de espinafres (espinafres, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Peito de frango assado com arroz de cenouraMaçã starking
TerçaSopa de curgete (curgete, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Massa penne sem glúten de atum4,6Banana
QuartaSopa de feijão vermelho (feijão vermelho, cenoura, abóbora, batata, cebola e azeite)Pá de porco assada com arroz e feijão pretoPera
QuintaCreme de couve-flor (couve-flor, batata, cenoura, cebola e azeite)Filetes de pescada assados com massa sem glúten4,6,13Fruta da época
SextaCreme de repolho (repolho, cenoura, batata, cebola e azeite)Chili de carne de vaca picada e feijão vermelho com arroz12Laranja
CrecheAlmoço · 5 diasVer
DiaSopa berçárioSopaPratoSobremesa
SegundaSopa de espinafres com tilápia4Sopa de espinafresFilete de tilápia assado desfiado com macarronete e feijão-verde1,4,6,10Banana
TerçaSopa de repolho com frangoSopa de repolhoCoxa de frango estufada desfiada com arroz branco e cenouraMaçã golden
QuartaSopa de abóbora com solha4Sopa de abóboraSolha assada ao natural com batata cozida e brócolos4Pera
QuintaSopa de grão-de-bico com peruSopa de grão-de-bicoPerna de peru estufada com arroz e couve-florLaranja
SextaSopa de cenoura com pescada4Sopa de cenouraFiletes de pescada grelhados desfiados com massa cotovelinhos e ervilhas1,4,6,10Maçã starking
GeralAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoDietaSobremesa
SegundaSopa de espinafresMacarronete de atum gratinado no forno com queijo1,4,6,7,10Filetes de solha grelhados ao natural com esparguete1,4,6,10Gelatina de ananás1,3,6,7,8,12
TerçaSopa de repolhoPá de porco estufada com feijão preto e arroz1,6Coxa de frango estufada ao natural com arroz brancoMaçã golden
QuartaSopa de abóboraTirinhas de pota panadas no forno com batata e cenoura1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14Filete de pescada assado ao natural com batata cozida4Pera
QuintaSopa de grão-de-bicoArroz de aves (frango e peru)Bife de frango grelhado com arrozLaranja
SextaSopa de cenouraFiletes de pescada assados no forno com massa cotovelinhos de feijão vermelho1,4,6,10Filetes de pescada grelhados ao natural com massa cotovelinhos1,4,6,10Maçã starking
Doença celíacaAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoSobremesa
SegundaSopa de espinafresMacarronete (sem glúten) gratinado no forno com queijo4,6,7Gelatina ananás d.i
TerçaSopa de repolhoPá de porco estufada com feijão preto e arrozMaçã golden
QuartaSopa de abóboraFilete de pescada assado com batata e cenoura4Pera
QuintaSopa de grão-de-bicoArroz de aves (frango e peru)Laranja
SextaSopa de cenouraFilete de pescada assado no forno com massa penne sem glúten de feijão vermelho4,6,13Maçã starking

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